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The Comeback - 11

  • Foto do escritor: Fernanda  Butler Garcia
    Fernanda Butler Garcia
  • 14 de out. de 2018
  • 14 min de leitura

Como assim vou ter uma surpresa? Mediante a tudo que rolou na minha vida, uma surpresa não seria nada ruim né. Eu poderia insistir para ela me contar o que era, mas antes disso ela foi mais rápida e apenas me enviou a seguinte mensagem:


Não vamos contar agora, iremos te buscar na faculdade.


Isso me deixou uma pouco preocupada é claro, elas não iria me pegar na faculdade se fosse uma coisa banal.


- Mel! - Alguém me gritou, fazendo ver que era Lis.


Lis era uma amiga minha e das meninas, super gente boa e adorável.


- Oi gata. - Sorri. - Vamos para sala?


- Vamos! Tenho muitas fofocas para te contar. - Rimos e andamos para a sala.


Se Lis soubesse que as suas fofocas, não chega aos pés das minhas... As vezes parecia que eu era Hanna Montana, parecia que vivia os dois mundos só que pro meu lado o buraco era bem mais embaixo. Quero dizer, ontem ou melhor hoje, eu estava aos berros brigando com um amigo/ficante meu, nisso levei uns belos tapas e agora estou fingindo que está tudo bem, tendo que colocar um belo sorriso no rosto. Será que não podia ser tudo normal?


P.O.V Justin


Neste momento eu arrumava uma pequena mala, para ir viajar. Infelizmente teria que passar no Canadá e resolver alguns assuntos pessoalmente. Todos sabiam o que eu fazia, todos da minha família, porém eu não posso dar a notícia que eu estou sendo ameaçado por um inimigo meu e que eu tenho que tirá-los de lá do dia para noite. Então por isso motivo terei que ir pessoalmente, já deixei um pouco claro as coisas mas irei falar sobre o assunto lá.


- Estamos prontos mano. - Ryan veio me avisar.


- Ok, vamos descer. - Peguei as coisas e fui caminho a escada.


Aproveitarei minha passagem no Canadá, para investigar se Jason não se encontra lá. Fora outros assuntos que com certeza irá aparecer, quando eu pisar meus santos pés naquele lugar. Arrumei um avião inteiramente particular, com pilotos meus, capangas meus nada de funcionário de fora. Todos fomos a caminho do aeroporto, com muitos seguranças a nossa volta. Claro que sem as meninas perceber. Minha mãe conversava com Juliana, mas estava com medo nos olhos acho que ela não confiava em mim, achava que algo iria acontecer com todos ali e a qualquer momento, não a culpo ela é mãe né. Chegamos ao aeroporto e fizemos todas as burocracias e finalmente entramos dentro do avião. Fico imaginando qual será a reação de Melissa ao me ver, será que ela vai me bater? Ou será que ela vai chorar? Acho que a segunda opção está mais certa. Melissa é uma garotinha mimada, que nem se quer tem juízo mas ela também sempre teve tudo que quis, nunca passou por nenhuma dificuldade...


- Como está cara? - Ryan se sentou ao meu lado.


- Na medida do possível. Não teve pistas de nada?


- Bom... Nada que nos dar uma pista concreta, meio que estamos dando tiro no escuro.


Bufei, como um cara com menos poder do que eu havia ficado mais esperto? Como ele conseguiu que os escondesse ele? Que aliança é essa? Pensa Justin... Se você fosse um criminoso fugitivo aonde se abrigaria? Ele está me vigiando, sabe meus passos... Mas para ele saber meus passos tem que ter um informante que sabe meus mandatos, que sabe o que eu quero.


- Ryan, tem algum novo segurança, algo assim? - Perguntei.


- Vou ver com Chris, ele que tem controle dessas coisas. - Ele respondeu saindo da poltrona.


Aproveitei para descansar pelo menos aqui, porque agora minha cabeça iria ficar a mil.


É Bieber parece que você perdeu o jogo. - Jason ria com muita vontade.


-Não Jason! Minha família não! - Gritei.


- Você matou a única coisa que eu tinha, agora eu vou matar tudo que você tem, um por um... - Ria.


De repente a boca dele começou a ficar cheia de sangue, fazendo aparecer todos os meus amigos, minha família atrás dele. Eu tentava me soltar para ajudar eles, tentava me comunicar com meus capangas mas eu não conseguia me mexer não conseguia fazer nada! E como se não fosse mais possível ele trouxe Melissa, toda machucada e cortada, totalmente torturada.


- Ela é o seu amorzinho não é? Não se engane Justin, você gosta dela, quer ter uma família com ela. Pena que eu vou ter que estragar mais um dos seus sonhos! - E então Melissa gritou, berrou e disse meu nome.


Acordei assustado e todo suado, olhava para o lado tentando fazer minha consciência voltar aos poucos. Que caralho de sonho!


- Senhor, vamos pousar. - A aeromoça disse.


Suspirei e tentei jogar no meu lixo cerebral esse sonho horroroso que tive, será que Jason seria capaz de pegar Melissa? Mas eu não gostava dela a ponto dele tentar me atingir com ela. Apesar que pensando bem... Não! Ela também não podia sofrer algo que ela não tem culpa. Será que vou ter que tirar Melissa daqui também? Mas como porra?! Fizemos todos os procedimentos e já estamos indo para a casa dos meus avós. Como eu e minha mãe não vínhamos aqui a um bom tempo, não me preocupei em alugar ou comprar uma casa até porque sabia que ficaremos pouco tempo. Chegamos na casa dos meus avós, batendo na porta dos mesmo.


- Já vou. - Disse minha vó, do outro lado. Logo abrindo a porta. - Ah meu Deus que surpresa! - Me abraçou.


- Vó eu preciso respirar. - Ri com um pouco de dificuldade, pois ela me apertava.


- Como você está lindo! Já está namorando? Como vocês estão? - Falou nos ''atropelando'' com várias perguntas.


Aproveitei que ela abraçou minha mãe e entrei na casa, vendo duas lindas crianças dormindo no sofá. Essas crianças eram simplesmente meus irmãos, será que eles deve se lembrar de mim? Fazia um tempinho que eu não os via.


- Quer fazer um neném pra você não? - Meu pai apareceu me assustando.


- Quem sabe. - Ri. - Você que tem pique para isso né.


- Gosto do sexo, os filhos vem como o combo. - Rimos e ele veio me abraçar.


É um pouco estranho abraçar meu pai, não que ele não tenha sido um bom pai. Porém eu não convivi um tempo da minha vida com ele, quando eu nasci meus pais já não estavam mais juntos e ele ficou um bom tempo em outro país, depois que tivemos aquele contato mas isso não fez com que o mesmo carinho que eu tenha por minha mãe seja o mesmo por ele. Mas ainda o amava.


- Já vai nos dizer o porque dessa viagem repentina? - Ele disse desfazendo o abraço.


- Até vou. Só que vou esperar minha mãe. - Me joguei no sofá, quase acordando as crianças.


Esperei aquele lenga lenga de reencontro em família e pedi para todos sentar, eu preferia dar a notícia de uma vez do que fica agonizando eles.


- Então... Todos de vocês sabe o que eu faço, isso não é segredo... O que eu faço atinge muitas pessoas, como meus amigos, familiares, entre outros...


- Tudo bem meu filho, disso já sabemos. Porém qual é o motivo de uma viagem as pressas? - Meu vô disse, claramente muito preocupado.


Toda minha família sempre soube da minha vida, só que até então nunca afetou ninguém, exceto minha mãe que vivia comigo, então do nada eles ter que mudar totalmente suas vidas era bastante complicado, não só para eles como para mim também!


- Vô, eu com esse grande império conquistei muitos inimigos, alguns grandes outros pequenos. O que eu quero dizer é que eu não posso ficar aqui, esperando alguém chegar até vocês com uma arma e torturar vocês até a morte. - Disse bem explícito, fazendo minha vó ficar apavorada. - Sei que é difícil compreender, mas eu não tenho escolha ou eu faço isso ou perco todos vocês!


- Eu disse Justin, que isso não era vida! E agora meu neto? Como vamos fazer?


- Justin irá comprar uma casa, na verdade ele vai tomar conta de uma cidade inteira, para que nós possamos ir morar lá. A questão é mãe que, não temos escolha infelizmente essa foi a vida que meu filho escolheu e sei que a senhora como mãe, faria de tudo por um filho. Não posso deixar ele assim, sem cartas na manga sem falar que também é um grande risco ter vocês longe de nós, aqui não podemos vigiar vocês, não podemos cuidar da segurança... - Minha mãe pela primeira vez se pronunciou sobre esse assunto.


Minha mãe nunca foi de se meter em planos ou algo do tipo, porém dessa vez ela realmente estava preocupada sabia que a batalha era na verdade uma guerra.


- Ou seja, você irá comandar a cidade? - Meu pai perguntou.


- É isso ai, o governador daquela cidade tem uma grande aliança comigo. O que resulta em que por trás dele na verdade será eu, a cidade é minha ele só fica para manter a ''pose'' da cidade e da política. - Sorri.


- Céus é tanta pilantragem nesses políticos. - Minha vó disse fazendo eu rir.


- A senhora nem imagina o quanto mãe. - Pattie disse.


- E como vamos sair assim? Sem ninguém perceber? - Meu pai perguntou.


- Na verdade, você com as crianças é os mais fáceis pois sempre viajam. A vovó com o vô, que será mais complicado afinal vivem em casa de vizinhos e passeando pelas cidades. Ou seja como pessoas bem presentes, será difícil saírem despercebidos.


Fui explicando de forma calma para eles, os pobres coitados tinham o direito de tirar suas dúvidas afinal eles teriam uma mudança radical em suas vidas. Quando todos entenderam o assunto eu fui para o meu antigo quarto que havia aqui, para tomar um banho no qual eu precisava. Deixei a água cair por meu corpo, fazendo eu pensar em tudo que acontecia em minha vida... Para ter poder e dinheiro custava muitas coisas, se eu pudesse eu saía desse meio mas é impossível isso vicia mais que uma droga qualquer, isso é a melhor coisa do mundo e a pior delas também. No meio disso não tinha só minha família tinha as dos meninos também... Pera as dos meninos, claro como eu esqueci disso? Caitlin é irmã de Chris que resulta que ela também vai ter que ir embora. Será que ele havia se ligado nisso? Mandei uma mensagem para ele.


Viado me encontra na porta de casa pra gente trocar uma ideia.


O bom daqui era que por mais perigo que eu estiver correndo, eu me sentia em casa. Posso sentar em uma calçada como um adolescente normal faz, sem ter medo até porque tem seguranças por toda parte. Sai do banho e me sequei, fui até minha mala e peguei uma roupa e coloquei a arma no cós da minha cueca. Desci as escada e vi minha vó na cozinha e meu vô na sala vendo tv, dessa vez as crianças não se encontravam lá.


- Cadê minha mãe? - Perguntei.


- Foi descansar um pouco, seu pai foi levar as crianças para cama. - Meu vô respondeu.


- Aonde vai? - Minha vó secava as mão em um pano.


- Aqui na rua mesmo, falar com meus amigos já volto. - Falei e sai.


-Toma cuidado garoto. - Meu vô disse.


- Claro. - Ri e sai.


Porra aqui fazia um frio do caralho, tinha esquecido disso. Aproveitei que estava na rua e o viado do Chris não havia chegado e observei as estrelas, que estavam muito mais brilhantes que o normal. Senti um farol na minha cara, fazendo eu xingar.


- Merda, não pode chegar que nem gente? - Disse vendo Chris sair do carro.


- Desculpa. - Riu. - Você me chamou para conversar, numa friagem dessa espero que seja algo aproveitável.


- Desde quando você decide algo? - Rimos. - Mas a parada é séria mesmo.


- Sou todo ouvidos.


- Você vai levar sua família toda pro México certo? - Falei fazendo ele concordar. - No meio da sua família tem Caitlin sua linda irmãzinha.


- PUTA QUE PARIU! - Gritou. - Como esquecemos dela? E agora? Como ela vai ir sem ninguém perceber? E suas amigas vai achar estranho, meu Deus!


- Suas amigas não, Melissa vai achar estranho. Ou esqueceu a garotinha rebelde estava quase sacando tudo? - Sorri sarcástico.


- Eu não posso deixar ela em risco. - Ele suspirou.


- Nem colocar o plano em risco.


- Vamos ter que pensar, muito bem pensado! - Olhei para um Ranger Rover que se aproximava de algumas distâncias de nós.


O carro parou em frente a casa da mãe de Melissa, fazendo eu observar quem era. Minha pergunta foi respondia quando vi Mel descendo do carro com uma bolsa em seus ombros. Ela levantou o olhar e deu de cara comigo a olhando, seus olhos ficaram com uma mistura de surpresa, ódio, medo tudo que se podia imaginar. Sem mais delongas me levantei e fui até ela, fazendo a própria querer andar mais rápido para não bater de frente comigo só que ela esqueceu que eu sou bem mais rápido.


- Fugindo de mim Mel? - Segurei em seus braços.


- Não tem o porque fugir de você, na verdade eu só prefiro não encontrar com pessoas desagradáveis! - Respondeu na ponta da língua.

- Pra que essa selvageria toda? Não gostou de me ver? - Passei as mãos em seus cabelos.


- Eu nunca mais quero te ver, sabe tudo que eu senti e sinto depois que te conheci? Você me bateu como se eu fosses essas putas suas... E que caralho você esta fazendo aqui?


- Vim resolver uns problemas. - Olhei para ela. - Mas agora falando sério... - Respirei fundo. - Eu não queria ter te batido, eu jamais teria feito isso sã! Você me conhece como ninguém, sabe que eu sou estourado e tudo, mas bater em mulher não. Só que eu fiquei louco em te ver daquele jeito.


- Se ficou puto comigo, porque não chegou em mim e deu o papo reto? Sem escândalo, sabe pessoas normais conversam, sem falar que a não fui eu que fiz tudo aquilo. A amiga da sua vadiazinha que fez tudo isso, eu nem fui com a cara dela. Mas em vez de ter me perguntado a real situação, não foi la e fez seu incrível show.


- Poxa você nunca releva nada, sempre tem que ter uma briga. Se você não quer aceitar foda-se também, faz o que quiser. - Falei revoltado.


Eu estava ali bem suave, falando numa boa ai ela vem querer me tirar? Ta maluco.


- Acha que é assim né? Você me bate e simplesmente me pede ''desculpa'' e ta tudo certo né? Eu vou te mostrar que comigo não é tão fácil, eu vim na sua vida ou melhor sair da sua vida pra te mostrar que eu não sou tão estúpida assim!


- Coitada, ta se achando a maior chefe da máfia? Minha filha aqui é o seguinte, se eu pedir para você ficar de quatro você fica. Sabe por que? - Perguntei rindo. - Porque quem se envolve comigo não consegue esquecer e acaba se tornando submissa a mim. - Pisquei os olhos.


- Isso, continue com esse seu ego, porque quando você cair do cavalo a queda vai ser grande! - Ela riu


- A sua queda vai ser ainda melhor que a minha, porque o pai ainda é legal ta, você vai cair do cavalo e vai vim direto pro meu pau. - Disse suavemente.


- Não tem como conversar com você, é só putaria.


- A minha vida já é uma putaria. - Abri os braços rindo. - Até logo Melissa.


Ela revirou os olhos e virou as costas entrando para sua respectiva casa.


P.O.V Melissa


Como Justin era estúpido! Se ele acha que eu sou essas qualquer dele, ele esta claramente enganado. Por mim eu não queria nunca mais olhar na sua cara, algumas horas atrás eu ainda tentava relevar e ter ele por perto mas quando vi ele, entendi que eu sentia um rancor dele misturado com vários sentimentos. A verdade é que com ele os meus sentimentos serão indefinidos...


- Quem é viva sempre aparece! - Minha mãe apareceu na escada, fazendo eu me recompor.


- Que susto! Faz quanto tempo que ta ai? - Olhei para ela.


- Bastante para ver que você e Justin estava numa ótima conversa ali fora. - Revirei os olhos com tal comentário.


- Ai estou exausta! - Me joguei no sofá. - Amanhã vai trabalhar?


- Claro! Por que a pergunta? - Se sentou ao meu lado.


- Porque quero ficar com você, estou carente. - Fiz biquinho.


- Ah bebê da mamãe, é claro que eu fico com você. Amanhã eu vou só recolher o dinheiro e ver como está as coisas por lá, nada demais o que acha de ir comigo? - Sorriu me abraçando.


Minha mãe era biruta, mas ela era uma mãe espetacular! Ela preenche todo o vazio que eu poderia sentir sem meu pai, mas isso nunca nem passou por mim. Depois de uns minutos meu momento carência passou, no que resultou da minha mãe reclamando e eu rindo. Subi no meu quarto e fui pegar minha toalha e um pijama qualquer, enquanto ia para o banheiro coloquei meu celular para carregar. Falando em celular as vadias nem me contou qual era a surpresa, mandei uma mensagem rápida em nosso grupo e fui para o banho. Aproveitei e lavei os cabelos, que por sinal estava bem longo. Coloquei meu pijama e fiz uma rápida limpeza de pele e passei meus cremes... Meu celular começa a tocar.


- Fala piranha.

- Diz vadia, eu e Jas estamos brotando pra dormir ai.

- Mas quem disse que eu deixe?


Logo a ligação caiu, ou melhor Cait desligou, fazendo eu revirar os olhos. Elas não me deixam, definitivamente. Desci para ir para o primeiro andar para esperar as vadias, que chegaram rapidamente para minha tristeza.


- Até que fim! - Jas abusada entrou.


- To começando a pensar, em fazer uma copia para vocês daqui de casa.


- Acho fabuloso. - Cait riu.


- Imagino que já sabem que o Bieber está em solo Canadense. - Olhei para elas de rabo de olho.


- Como soube? - Cait disse espantada.


- Essa era a surpresa. - Jas falou.


- Ué ele simplesmente me parou aqui na porta de casa, pedindo desculpas e tudo.


- Que isso! E você aceitou né? - Cait perguntou.


- Claro que não! Então é assim ele me bate e fica por isso mesmo? - Olhei pra ela.


- Mas isso é por pouco tempo, porque ele não vai te deixar em paz não... - Jas falou.


- Claro que vai, ele não mora aqui, só está resolvendo uns problemas.


- É realmente... - Jas deu de ombros.


- Mas e ai, como foi a faculdade hoje? - Cait a fofoqueira perguntou.


- Ah menina, babado forte! - Ri


P.O.V Justin


A verdade era que Melissa até me irritava, mas eu tinha coisas maiores para pensar. Neste momento estava no meu quarto, conversando com os meninos, cada detalhe que iria fazer.


- Temos que pensar também no que todos vão achar, ou vocês acha que vizinho não percebe? Primeiro Chris vai embora, depois sua família toda vai também? - Chaz disse.


- Só se deixarmos minha família por aqui. - Chris supôs.


- Ta, só que isso não vai mudar em nada. Vamos ter que mandar os vizinhos pra puta que pariu. Não sabemos quem Jason vai atacar, se é só eu, se é só minha família ou se é vocês... Todo cuidado é pouco. - Disse.


- E sobre Caitlin? - Ryan perguntou.


- Vou levar ela, só não sei o que vou falar. Meio que Caitlin é da nossa equipe, nos ajuda para caralho e guarda muitos segredos, Jason sabe disso então ela vai ser o alvo número um pra me atingir. - Chris disse.


- Ta certo mano, isso não tem como se discutir, mas o problema é suas amigas, como vamos fazer com elas? - Chaz disse.


- Eu acho que com elas, é só falar que vai ter que viajar por tempo indeterminado, essas meninas também é o que? Amigas ou diário uma da outra, me poupe contar tudo da vida uma pra outra. - Falei.


- É fodão, fazemos isso e depois elas ficam desconfiada e ai? Tem que ser tudo perfeito. - Chaz se pronunciou.


- Só se falarmos que os pais de Chris, vai ter que fazer um tratamento sei la...- Ryan disse.


- É mais convincente.


Ficamos jogando conversa fora, até que uns dos meus seguranças liga avisando que estava trazendo mais seguranças, pois Jason estava por perto e não sabemos a hora que ele pode atacar. Isso me deixou mais nervoso ainda, fazendo eu avisar a todos que agora saímos daqui amanhã mesmo, não podemos arriscar.


- Chaz, já arrumou as passagens? - Perguntei enquanto arrumava minha arma.


- Sim mano, já estão todos cientes! - Chaz confirmou.


- Vou avisar Cait, ela ainda não ta ligada. - Chris falou.


- Já era pra ter feito isso, enquanto isso vou rondando a região pra ver se encontro algo. - Ryan disse, fazendo eu concordar.


- Puta que pariu, hoje não dormimos né. - Chaz suspirou.


- Claro se quiser morrer, com um tiro na cabeça. - Sorri falsamente.


P.O.V Melissa


As meninas já havia dormido, eu estava sem sono nenhum! Me deu uma vontade louca de comer nutella, desci as escada e fui direto atacar a geladeira, peguei a nutella e me sentei na cozinha e fiquei olhando para o nada. Estava tudo escuro e aqui na cozinha havia uma janela, que dava para ver lá fora. Do nada se passou um vulto, fazendo eu estranhar... Fiquei em silêncio só olhando, a respiração quase não saía. De novo a sombra passou, fazendo eu ficar em pânico, não sabia o que eu fazia eu só sabia que aquela pessoa não era um vizinho muito menos, alguém que queria fazer ''amizades'' algo me dizia isso. E para me matar mais ainda do coração, alguém toca o interfone fazendo eu morrer de medo! Fui até o olho magico e vi Justin na porta, fazendo eu suspirar aliviada.


- Ta louco? Uma hora dessas? - Falei assim que abri a porta.


- Eu preciso falar com a Cait, os pais dela falou que ela tava aqui. - Falou sem importância.


- Não existe celular não?! - Franzi o cenho. - E porque tava rodeando minha casa?


- Eu? Ta louca, cheguei aqui agora. - Justin falou desconfiado. - Chama Cait logo, preciso sair daqui. - Ele disse.


- Ta senhor educação... - Sai deixando a porta aberta e pensando, se não era Justin quem podia ser?


Acordei Cait que reclamou pra caralho e deitei, agora sim o sono havia batido.



Continua...


 
 
 

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